Troque as Rosas por Igualdade: Resumo das Conquistas das Mulheres no Brasil e no Mundo

A força da mulher não tem dimensões e sua perseverança é fascinante. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, organizei uma cronologia com algumas conquistas das mulheres pelos direitos democráticos, educação e igualdade no trabalho.

Nessa relação, vocês notarão a ausência de muitas mulheres que marcaram a história e que merecem nossa admiração, eu poderia ter incluído grandes pintoras, escritoras, exemplos de altruísmo e caridade, mas tentei focar a cronologia nas feministas, nas profissionais que mais se destacaram na área de Exatas e nas mulheres que precederam a ocupação de cargos e posições dominados por homens, além de marcos históricos inesquecíveis no Brasil e no mundo.

Em 1678, a italiana Elena Lucrezia Piscopia Cornaro, que estudava sozinha, foi a primeira mulher a receber um diploma, da Universidade de Pádua.

Em 1738, a italiana Maria Gaetana Agnesi, publicou o primeiro livro que tratou, simultaneamente, o cálculo diferencial e integral. Além de ser autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher, também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.

Em 1792, a inglesa Mary Wollstonecraft publicou a primeira obra de caráter feminista, entitulada “Em Defesa dos Direitos das Mulheres” sobre educação para mulheres.

Em 1815, D. Maria I, Rainha Reinante do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, tornou-se a primeira mulher Chefe de Estado na História do Brasil.

Em 1827, é permitido que as mulheres brasileiras frequentem as escolas elementares; as instituições de ensino mais adiantado eram proibidas a elas.

Em 1837, fundaram nos EUA, universidades exclusivas para as mulheres.

Em 1843, Ada Lovelace, matemática e escritora inglesa,  é considerada a primeira programadora de toda a história devido ao desenvolvimento de algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica.

Em 1857 e 1911, operárias novaiorquinas paralisaram suas atividades para conquistar melhores condições de trabalho, e foram reprimidas pela polícia. Em 25 de março de 1911, um incêndio em uma das fábricas em Nova York matou mais de 100 mulheres, evento que originou ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março.

Em 1879, as mulheres brasileiras são autorizadas pelo governo a estudar em instituições de ensino superior.

Em 1887, Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher brasileira a receber um diploma superior e a segunda da América Latina. Ela formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia.

Em 1893, na Nova Zelândia, pela primeira vez, as mulheres tem direito ao voto.

Em 1897, britânicas conhecidas como sufragistas reivindicaram o direito ao voto.

Em 1899, Myrthes Gomes de Campos foi a primeira mulher no Tribunal de Justiça brasileiro exercendo a profissão de advogada.

Em 1903, Marie Skłodowska Curie, cientista polonesa com naturalização francesa, foi a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prêmio duas vezes.

Em 1918, o voto feminino foi aprovado no Reino Unido.

Em 1919, a americana Edith Clarke obteve seu mestrado em engenharia elétrica, tornando-se a primeira mulher a ganhar um diploma nessa área no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Em 1928, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN.

Em 1932, a americana Amelia Mary Earhart foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Autora e defensora dos direitos das mulheres, foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, estabelecendo diversos recordes.

Em 1933, a brasileira Nise da Silveira, é aprovada num concurso para psiquiatra. Está entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina e foi aluna de Carl Jung. Psiquiatra renomada, lutou contra métodos de tratamento comuns na sua época, como terapias agressivas de choque, confinamento e lobotomia. Seu trabalho e idéias inspiraram a criação de museus, centros culturais e instituições terapêuticas similares às que criou em diversos estados do Brasil e no exterior.

Em 1940, na República de Tuva, foi eleita a primeira mulher presidente da república de um país na época moderna, a presidente Khertek Anchimaa-Toka.

Em 1946, as brasileiras exerceram o direito ao voto.

Em 1949, francesa Simone de Beauvoir, lança o livro “O Segundo Sexo”, uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade.

Em 1951, a americana Florence Rena Sabin, militante dos direitos de igualdade das mulheres, recebeu o Prêmio Lasker pela carreira como ativista de saúde pública. Ela foi a pioneira das mulheres na ciência, sendo a primeira mulher a ocupar uma cátedra na Universidade Johns Hopkins de Medicina, a primeira mulher eleita para a Academia Nacional de Ciências e a primeira mulher a chefiar um departamento no Instituto Rockefeller de Pesquisa Médica.

Em 1953, a americana Virginia Apgar, publica sua Escala com 15.348 R/N, exame que avalia recém-nascidos em seus primeiros momentos de vida, e que, desde então, diminuiu as taxas de mortalidade infantil.

Em 1960, no Sri Lanka, Sirimavo Bandaranaike, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra.

Em 1962, no Brasil, é sancionado no dia 27 de agosto o Estatuto da Mulher casada, que garantiu entre outras coisas que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, receber herança e em caso de separação, ela poderia requerer a guarda dos filhos.

Em 1965, Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, publica seu primeiro livro.

Em 1968, a luta pela liberdade feminina ficou marcada por uma manifestação conhecida como ‘a queima dos sutiãs’, protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) na realização do concurso de Miss America. Com o objetivo de acabar com a exploração comercial realizada contra as mulheres, as ativistas se aproveitaram do concurso de beleza que era tido como uma visão arbitrária e opressiva em relação às mulheres. Assim, elas colocaram no chão do espaço, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros objetos que simbolizavam a beleza feminina.

Em 1977-1978, a americana Angela Yvvone Davis, ganhou o Prêmio Lênin da Paz por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos.

Em 1979, Eunice Michilles, tornou-se a primeira senadora do Brasil.

Em 1979, a equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199, que proibia às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as condições femininas tais como: “luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol”.

Em 1984, a americana Josey Aimes, levou aos tribunais o primeiro caso de abuso sexual da história dos Estados Unidos, enquanto trabalhava em minas de carvão.

Em 1985, no Brasil, surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher – DEAM (SP) e muitas são implantadas em outros estados brasileiros.

Em 1986, Iolanda Fleming tornou-se a primeira mulher a governar um estado brasileiro.

Em 1988, a americana Gertrude Bell Elion, foi agraciada com o prêmio Nobel de Medicina, por desenvolver drogas para o tratamento de leucemia e gota, descobrindo novos e importantes princípios de quimioterapia, incluindo o dos betabloqueadores. Criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas.

Em 2006, foi aprovada no Brasil a Lei Maria da Penha, aumentando a punição dos agressores (em 80% dos casos, o agressor é o marido, companheiro ou namorado), e recentemente foi classificada como crime de tortura.

Em 2012, a paquistanesa Malala Yousafzai sofreu um ataque por defender os direitos humanos das mulheres e o acesso à educação. Malala foi a pessoa mais nova a ser laureada com um prêmio Nobel.

Em 2012,  instituiu-se o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, a ser comemorado no dia do aniversário de Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga. Foi a primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca com letra (“Ó Abre Alas”, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

 

Em 2016, em todo o globo, estamos vivenciando um despertar pulsante visando o empoderamento das mulheres.

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Embora muitas conquistas tenham sido alcançadas, mulheres de muitos lugares do mundo ainda não podem votar, estudar e trabalhar, além dos horrores da violência sexual, dos dissabores das desigualdades salariais e da relutância na divisão do trabalho doméstico.

O movimento feminista não luta pela supremacia da mulher na sociedade, somente busca justiça por meio da igualdade de gêneros: direitos iguais aos concedidos para os homens.

Façamos a nossa parte, disseminando o esclarecimento para tornar esse mundo mais justo para nossas filhas, sobrinhas, netas e afilhadas.

Neste 8 de março, troque as rosas por igualdade. Compartilhe esse texto com as mulheres que você admira e cite aqui outras heroínas.

Uma diva que trabalha não pede licença para ser e fazer. Viva plenamente, seja mulher da maneira que lhe dá vida, diva.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

Com incomensurável orgulho de ser mulher,

Daniele Suehasu


Fontes: R7, UOL, Galileu e Wikipedia

 

 

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