Qual sentido você atribui à sua vida?

Provoco-lhe a refletir sobre como “gastamos” o nosso tempo. Será que usufruímos nosso tempo da melhor forma? Será que temos consciência de como priorizamos nosso tempo?

Antes de dissertar sobre o tempo, gostaria de compartilhar com vocês os motivos que desencadearam em mim, a inevitabilidade de mudar a forma como eu priorizava o tempo. Num curto período, minha avó paterna se curou de um tumor maligno, perdi meu avô materno, perdi um amigo que lutou por anos contra um câncer, perdi um tio repentinamente, perdi um tio-avô que descobriu um tumor maligno, minha madrinha se curou um tumor maligno e minha mãe está lutando contra um câncer. Durante esses flagelos, me vi forçada a compreender melhor meus sentimentos  para não desmoronar e desmembrei meu tempo em dois sentidos, que denominei em “ser” e  “estar”.

“Estar” fica em segundo plano para mim. Por quê? “Estar” é algo momentâneo, passageiro, que não é definitivo, como por exemplo, nosso cargo e nossa situação financeira. Você pode “estar” diretor hoje e amanhã, não, você pode “estar” arquiteto hoje e amanhã, não, e você pode “estar” recepcionista hoje e amanhã, não.

Eu priorizo “ser”, que é definitivo, é tão importante que constitui sua essência, isto é, está intrínseco em você, em seu coração. Eu, por exemplo, sou filha, sou irmã, sou neta, sou esposa, sou sobrinha, sou prima, sou afilhada, sou madrinha, sou amiga e sou a melhor pessoa que consigo ser todos os dias.

Voltando aos infortúnios da minha vida, eu nunca me arrependi do tempo que dediquei espalhando sorrisos, oferecendo carinho, fortalecendo laços, praticando solidariedade e fabricando boas memórias, mas eu me arrependi das horas extras que fiz no trabalho, da preocupação excessiva com o trabalho e me arrependi amarga e inesquecivelmente do tempo que deixei de dedicar às pessoas que faleceram. Quantas vezes me lamentei por não ter visitado mais ou simplesmente de ter tomado qualquer atitude que evidenciasse o quanto essas pessoas importavam para mim? Para eu conseguir superar esse tormento em minha alma, recriei minhas prioridades. Para começar a me perdoar, tive que transformar rios de lágrimas em pontes que conduzem mais amor, mais carinho, mais alegria e mais amizade.

Qual o sentido você elege, o “Ser” ou o “Estar”?

Se você quiser considerar o que aprendi com o remorso, eu diria para você destinar seu tempo para ser ombro que acolhe, abraço que conforta e sorriso que alegra, pois você não se arrependerá de construir essas lembranças. O seu juiz é o tempo, é o tempo que evidenciará quão relevante sua vida foi, não só para os outros, mas principalmente para você, quando você olhar para trás e não se arrepender de ter semeado mais felicidade.

Com carinho,

Daniele Suehasu

IMG_20160123_223417 (1)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s